quinta-feira, junho 15, 2006

Onde está Wally?


Hoje morri umas duas ou três vezes. Começo assim a entender o que os místicos chamam de reencarnação. Engraçado. Cada vez que nasci eu era um bebê de novo, que só sabia fazer umas quatro coisas, se é que há algum saber em fazer xixi, cocô, chorar e dormir. Ah, e mamar. Cada vez que nasci, nasci o mesmo, mas não era chato ser o mesmo. Engraçado. Todas as vidas terminavam no mesmo momento, agora, e agora começavam. Uma depois da outra, minutos de diferença entre os agoras.

Não. Não ando consumindo nada que justifique o que muito bem pode ser uma loucura ainda branda, salvo umas duas cevejas long neck. Mas tenho visto a vida passar. E tenho me sentido muito amado por cada pessoa que amo. Quando estou triste, é a vida que encontra morte. Hoje descobri, (eu e minhas descobertas!), que é a morte que encontra a vida.

(Este post é uma homenagem aos três anos de sumiço do Wally Salomão)