domingo, junho 25, 2006

Bussunda e o Dalai Lama


Grandes ensinamentos duram muito no tempo e pouco na alma. "Palavras de sabedoria", acredito, são as que nos dizem que as palavras, todas elas, nos atravessam e nos escapam.

Bussunda morreu aos 43 anos, pouco antes de seu aniversário, em meio a uma Copa do Mundo. Bussunda fazia rir, mas nunca me pareceu ter a inteligência, o refinamento e a beleza de Chaplin. Nem a ingenuidade de Chapolin, nem a simplicidade do Mazzaropi.

Tenho passado os olhos por um desses livrinhos que se abrem as páginas para o ensinamento do dia. Presente carinhoso dado por minha ex-sogra. Palavras de sabedoria. Penso em Bussunda e em sua morte e tento não fazer-me solidário. Enquanto puder. Por isso, leio o livrinho tentando aceitar a morte. E afastá-la, se é que isso é possível!

sábado, junho 17, 2006

BLOG DO LUIX1 (recuperada do antigo BLOG)

Nunca pretendi ter um BLOG, achava que tinha mais o que fazer. Mas, eis-me aqui, uma espécie de peixe apanhado nas redes de uma boa propaganda. "É facil", "clique aqui", blá, blá, bá... Resultado? Você, lendo o que eu nem pensava em escrever.

É assim mesmo, quando pensamos que temos escolha, vem alguém e escolhe na nossa frente. E nos carrega, e nos diz ou não diz o que fazer, e nos cobra alguma coisa, e quando nos damos conta, estamos escrevendo um BLOG. Ou amando.

O pequeno Príncipe


Por que encaixotaram o sonho e o despacharam para um planeta tão distante? E logo para um planeta onde não tem lua! Será que eles sabiam que os sonhos só aparecem com a luz da lua? Se sabiam, tentaram esconder o sonho. Talvez eles não saibam que o sonho pode criar sua própria luz criando sua propria lua.

(Para o meu Pequeno Príncipe)

quinta-feira, junho 15, 2006

Onde está Wally?


Hoje morri umas duas ou três vezes. Começo assim a entender o que os místicos chamam de reencarnação. Engraçado. Cada vez que nasci eu era um bebê de novo, que só sabia fazer umas quatro coisas, se é que há algum saber em fazer xixi, cocô, chorar e dormir. Ah, e mamar. Cada vez que nasci, nasci o mesmo, mas não era chato ser o mesmo. Engraçado. Todas as vidas terminavam no mesmo momento, agora, e agora começavam. Uma depois da outra, minutos de diferença entre os agoras.

Não. Não ando consumindo nada que justifique o que muito bem pode ser uma loucura ainda branda, salvo umas duas cevejas long neck. Mas tenho visto a vida passar. E tenho me sentido muito amado por cada pessoa que amo. Quando estou triste, é a vida que encontra morte. Hoje descobri, (eu e minhas descobertas!), que é a morte que encontra a vida.

(Este post é uma homenagem aos três anos de sumiço do Wally Salomão)